The Musac´s: Sexo, Orégano e Rock and Roll

Paz

25/07/2009 · Deixe um comentário

Isso pode evocar uma idéia de passividade, mas Paz não é inação, como mostrou Gandhi ao mobilizar um país de forma pacífica, através da filosofia do Ahimsa (não-violência). Gandhi definiu a manifestação do Ahimsa assim:

A não-violência não consiste em renunciar a toda luta real contra o mal. A não-violência, tal como eu a concebo, empreende uma campanha mais ativa contra o mal que a Lei do Talião, cuja natureza mesma traz como resultado o desenvolvimento da perversidade. Eu levanto, frente ao imoral, uma oposição mental e, por conseguinte, moral. Trato de amolecer a espada do tirano, não cruzando-a com um aço mais afiado, mas defraudando sua esperança ao não oferecer resistência física alguma. Ele encontrará em mim uma resistência da alma, que escapará de seu assalto. Essa resistência primeiramente o cegará e em seguida o obrigará a dobrar-se. E o fato de dobrar-se não humilhará o agressor, mas o dignificará…
O Ahimsa não é somente um estado negativo que consiste em não fazer o mal, mas também um estado positivo que consiste em amar, em fazer o bem a todos, inclusive a quem faz o mal. O Ahimsa não é coisa tão fácil. É mais fácil dançar sobre uma corda que sobre o fio da Ahimsa.

Também na cultura judaica, o termo hebraico Shalom, traduzido como “paz“, também tem um significado que nos remete a ação. Shalom deriva de um radical que, conforme sua maneira de ser empregado, pode significar o fato de completar ou concluir um trabalho, por exemplo, completar a construção de uma casa (1Rs 9.25); o ato de restabelecer as coisas em seu antigo estado, em sua integridade, por exemplo, “apaziguar” um credor ao pagar o débito de uma transação comercial (Ex 21.34) ou cumprir os votos a Deus (Sl 50.14).

Se queremos uma cultura de paz, é preciso, antes de tudo, ATITUDE para cultivar a paz em nós mesmos, expandindo assim para nossas ações, para nossa família, para nosso círculo de influência, para nosso trabalho, para nossa comunidade… vocês entenderam, né? Não dá pra pular etapas. De que adianta ler todos os dias coisas esotéricas de qualidade, com mensagens de paz, amor, compreensão, idealismo e filosofia, se quando no dia em que o autor resolve pirar o cabeção você se desestabiliza e exige enraivecido o seu “pão nosso de cada dia”, que o mantém artificialmente “em paz”? Corre o risco de ficar com a ambiguidade da garotinha da foto, que tem o olhar infantil mais assustador desde a criancinha de “Cemitério Maldito”.

Nunca poderemos implantar com sucesso utopias espiritualistas ou sociais, como a anarquia, enquanto formos apenas reflexo dos velhos modelos (e bota velho nisso!). A Briba diz: “Não se põe vinho novo em jarro velho”. Precisamos primeiro nos tornar o novo, para que haja o novo! “Seja a mudança que você quer ver no mundo”, já dizia o Mahatma. Como podemos perceber, não estamos neste mar de incompreensão e turbulência por falta de avisos. As mais diversas religiões dão ênfase a uma certa mensagem que, se aplicada no dia-a-dia, transformaria todas as relações sociais. Uma regra de conduta, que é chamada a “regra de ouro“:

HINDUÍSMO:
Não faças aos demais aquilo que não queres que seja feito a ti; e deseja também para o próximo aquilo que desejas e aspiras para ti mesmo. Esse é todo o Dharma, atenta bem para isso
(Mahabharata, apud. Rost, p.20; Campbell, p.52)

JUDAÍSMO:
Não faças a outrem o que abominas que se faça a ti. Eis toda a Torá. O resto é comentário
(Hillel, apud. Shclesinger & Porto, p.26; Rost, p.69)

Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor
(Levítico 19:18)

ZOROASTRISMO:
Aquilo que é bom para qualquer um e para todos, para quem quer que seja – isso é bom para mim… O que julgo bom para mim mesmo, deverei desejar para todos. Só a Lei Universal é a verdadeira Lei
(Gathas, apud. Rost, p. 56)

BUDISMO:
Todos temem o sofrimento, e todos amam a vida. Recorda que tu também és igual a todos; faze de ti próprio a medida dos demais e, assim, abstém-te de causar-lhes dor
(Dhammapada, apud. Rost, p.39)

CRISTIANISMO:
Tudo aquilo, portanto, que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, porque isto é a Lei e os Profetas
(Mateus 7:12)

O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei
(João 15:12)

ISLAMISMO:
Nenhum de vós é um verdadeiro crente a menos que deseje para seu irmão aquilo que deseja para si mesmo
(Hadith, apud. Rost, p. 103; Campbell, p.54)

FÉ BAHÁ’Í:
Ó Filho do Homem! …Se teus olhos estiverem volvidos para justiça, escolhe tu para teu próximo o que para ti próprio escolhes. Bem-aventurado quem prefere seu irmão a si próprio… tal homem figura entre o povo de Bahá’í
(Palavras do Paraíso; “Terceira” e “Décima” folhas do Paraíso)

WICCA:
Tudo o que você faz, seja positivo ou negativo, retorna para você três vezes mais
(Lei trina)

CONFUCIONISMO:
Não ordene a outros aquilo que você não quer que seja ordenado a você
(Anacletos 15:23)

JAINISMO:
Na felicidade e no sofrimento, na alegria e na tristeza, respeite todas as criaturas assim como respeita a si mesmo
(Lord Mahavir 24º Tirthankara)

ÍNDIOS NORTE-AMERICANOS:
Respeito por toda a vida é a fundação
(A grande lei da paz)

SIKHISMO:
Não esteja alienado dos outros, pois Deus mora em todos os corações
(Sri Guru Granth Sahib)


O problema é que nem sempre sabemos nos colocar no lugar do outro. Quando muito, achamos que o outro tem de pensar e agir como a gente, e não como um ser autônomo que teve suas próprias experiências e visão de mundo. Então interpretam mal a regra de ouro, achando que devem EMPURRAR aos outros aquilo que “funcionou” com você. Até mesmo remédios que salvam a vida de um podem matar outro! Há ainda outras máximas, presentes também em diversas religiões, que nos exortam a retribuir o mal com o bem:

HINDUÍSMO: Mesmo quando fordes ofendidos devereis falar amavelmente, e quando fordes insultados, respondeis com uma bênção.

ZOROASTRISMO: Responde sempre à maldade com a gentileza, e à perversidade com bondade.

JUDAÍSMO: Se aquele que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer, e se tiver sede, dá-lhe água para beber.

BUDISMO: O homem vence o ódio pelo amor; triunfa sobre o mal por meio do bem; subjuga o avarento por meio da generosidade e o mentiroso por meio da verdade.

CRISTIANISMO: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos difamam.

ISLAMISMO: Afastai o mal com o bem e, eis!, aquele que te era inimigo converter-se-á em amigo amoroso.

FÉ BAHÁ’Í: Deveis mostrar ternura e amor a todo ser humano, mesmo vossos inimigos, e a todos dar acolhida com sincera amizade, com alegria e benevolência.


Fazendo assim, você permanece em equilíbrio consigo mesmo e com o Cosmos/Deus, e é essa união com algo maior que faz a Força.

ISLAMISMO: Alá soprou na alma humana o seu próprio espírito (…) dando vida a esse corpo e conferindo um lugar privilegiado na criação. Só que a alma humana esqueceu da sua origem. Compreendemos que a grande carência humana, esse vazio que permeia todo ser humano que sai em busca de um sentido para sua vida, é fruto da desconexão com essa origem divina. (Muhammad Ragip, representante da ordem sufi Halveti Al-Jerrahi)

BUDISMO: Então, Buda fala sobre a vida – a vida de todos nós – usando o exemplo da carroça que tem seu eixo fora de alinhamento. Ele diz que nossas vidas estão fora de equilíbrio. E é esse desequilíbrio que leva ao sofrimento. (Rodney Downey, representante do Zen coreano)

CRISTIANISMO: Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. (João 15:4)


No jogo Actraiser há uma cena que representa a descoberta da música. Composta em homenagem a um desconhecido encontrado morto no deserto, os aldeões entregaram a música como uma oferenda (Sasagemono, em japonês) a Deus, citando que ela possui misteriosos poderes, como acalmar o coração dos homens e suavizar suas dores. Fiquei imaginando o compositor do jogo, Yuzo Koshiro, com a incubência de criar A música primordial, que represente não só UMA música, mas a descoberta da música.

Num súbito momento de inspiração, o compositor sonha com uma singela melodia, cujas notas simples vão sendo trabalhadas em um violão. Logo, o piano possibilita a ele expandir no campo musical, desenvolvendo uma base sólida por onde as notas primárias possam desfilar. Posteriomente, a música é transferida para uma nova mídia, a eletrônica, onde novas possibilidades passam a ser exploradas, como a inserção de um coro angelical e a beleza de uma flauta. Então, o que era uma simples melodia oculta numa só mente passa a ser o guia de toda uma orquestra, quando mais de 50 pessoas se juntam para realizar cada uma seu trabalho (Shalom) – diferente dos demais e ainda assim em harmonia – para alcançar um resultado de pura beleza que é, de fato, uma oferenda (Sasagemono) de paz.

Retirado do site: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=08702

→ Deixe um ComentárioCategorias: Diário de um pensador...
Etiquetado:

The Division Bell, letras e suas traduções

17/07/2009 · Deixe um comentário

Letras e suas Traduções

CLUSTER ONE
instrumental


WHAT DO YOU WANT FROM ME

As you look around this room tonight
Settle in your seat and dim the lights
Do you want my blood,
do you want my tears
What do you want
What do you want from me
Should I sing until I can’t sing any more
Play these strings
until my fingers are raw
You’re so hard to please
What do you want from me

Do you think I know something
you don’t know
What do you want from me
If I don’t promise you the answers
would you go
What do you want from me

Should I stand out in the rain
Do you want me to make
a daisy chain for you
I’m not the one you need
What do you want from me

You can have anything you want
You can drift, you can dream,
even walk on water
Anything you want

You can own everything you see
Sell your soul for complete control
Is that really what you need

You can lose yourself this night
See inside there is nothing to hide
Turn and face the light

What do you want from me

O QUE VOCÊ QUER DE MIM ?

Enquanto você olha este quarto hoje à noite
Acomode-se no seu assento e diminua as luzes
Você quer meu sangue,
quer minhas lágrimas ?
O que você quer ?
O que você quer de mim ?
Eu deveria cantar até não poder mais ?
Ficar tocando
até esfolar os dedos
Você é tão difícil de se satisfazer
O que você quer de mim ?

Você acha que eu sei algo
que você não sabe ?
O que você quer de mim ?
Se eu não te prometer as respostas,
você iria embora ?
O que você quer de mim ?

Eu deveria ficar na chuva ?
Você quer que eu faça
bem me quer, mal me quer para você
Eu não sou quem você precisa
O que você quer de mim ?

Você pode ter tudo o que quiser
Pode cair fora, sonhar,
ou até andar sobre a água
Qualquer coisa que quiser

Você pode possuir tudo o que vê
Vender sua alma para obter controle completo
É disso que você realmente precisa

Você pode se perder esta noite
Veja por dentro, não há nada o que esconder
Vire e encare a luz

O que você quer de mim ?

POLES APART

Did you know . . .
it was all going to go
so wrong for you
And did you see
it was all going to be
so right for me
Why did we tell you then
You were always the golden boy then
And that you’d never lose that light in your eyes

Hey you . . .
did you ever realise what you’d become
And did you see
that it wasn’t only me
you were running from
Did you know all the time
but it never bothered you anyway
Leading the blind
while I stared out the steel in your eyes

The rain fell slow,
down on all the roofs of uncertainty
I thought of you
and the years and all the sadness
fell away from me

And did you know . . .

I never thought that you’d lose that light in your eyes

PÓLOS SEPARADOS

Você sabia ?
tudo estava dando errado para você
E você viu ?
que tudo estava dando certo para mim
Por que nós te dizíamos então ?
Você era o menino de ouro
E você nunca perdeu aquele brilho em seu olhar

Ei, você…
já percebeu no que se tornou ?
E viu
que não era só de mim
que estava fugindo ?
Você sabia o tempo todo,
mas isto não te incomodava
Conduzia os cegos
enquanto eu fitava o seu olhar de aço

A chuva cai devagar,
sobre todos os telhados da incerteza
Pensei em você
e todos esses anos e a tristeza
me deixou

E você sabia ?

Nunca pensei que você perderia o brilho do olhar

MARRONED
instrumental

A GREAT DAY FOR FREEDOM

On the day the wall came down
They threw the locks onto the ground
And with glasses high we raised a cry
for freedom had arrived
On the day the wall cane down
The Ship of Fools
had finally run aground
Promises lit up the night
like paper doves in flight

I dreamed you had left my side
No warmth, not even pride remained
And even though you needed me
It was clear that
I could not do a thing for you

Now life devalues day by day
As friends and neighbours turn away
And there’s a change that, even with regret,
cannot be undone

Now frontiers shift
like desert sands
While nations wash their bloodied hands
Of loyalty, of history,
in shades of gray

I woke to the sound of drums
The music played,
the morning sun streamed in
I turned and I looked at you
And all but the bitted residue
slipped away . . . slipped away

UM GRANDE DIA PARA A LIBERDADE

No dia que o muro caiu
Eles jogaram as chaves no chão
E cheios de esperança gritamos
pela liberdade que chegou
No dia que o muro caiu
O Navio dos Tolos
finalmente aportou
Promessas iluminaram a noite
como aviões de papel voando

Eu sonhei que você me deixou
Sem calor, nem mesmo a honra ficou
Mas mesmo você precisando de mim
Estava claro
e não podia fazer nada por você

Agora a vida piora dia após dia
Enquanto amigos e vizinhos vão embora
E há uma mudança que, mesmo com arrependimento,
não pode ser desfeita

Agora as fronteiras mudam
como areia no deserto
Enquanto nações lavam suas mãos ensangüentadas
De lealdade, à história,
em tons de cinza

Acordei com o som dos tambores
A música tocou,
o sol da manhã se adentrou
Me virei e olhei para você
E tudo menos um resíduo amargo,
foi embora. . . foi embora

WEARING THE INSIDE OUT

From morning to night I stayed out of sight
Didn’t recognise what I’d become
No more than alive I’d barely survive
In a word . . . overrun
Won’t hear a sound
From my mouth
I’ve spent too long
On the inside out
My skin is cold
To the human touch
This bleeding heart’s
Not beating much

I murmured a vow of silence and now
I don’t even hear when I think aloud
Extinguished by light I turn on the night
Wear its darkness with an empty smile

I’m creeping back to life
My nervous system all away
I’m wearing the inside out

Look at him now
He’s paler somehow
But he’s coming round
He’s starting to choke
It’s been so long since he spoke
Well he can have the words right from my mouth

And with these words I can see
Clear through the clouds
that covered me
Just give it time
then speak my name
Now we can hear ourselves again

I’m holding out
For the day
When all the clouds
Have blown away
I’m with you now
Can speak your name
Now we can hear
Ourselves again

VESTINDO O AVESSO

Da manhã até a noite fiquei fora de alcance
Não reconheci o que me tornei
Apenas vivo, eu mal sobrevivi
Em uma palavra. . . gasto
Não escutará um som
Da minha boca
Passei muito tempo
Do avesso
Minha pele está fria
Ao contato humano
Este coração sensível
Não bate muito

Murmurei um voto de silêncio e agora
Nem escuto quando penso alto
Apagado pela luz, acendo à noite
Visto esta escuridão com um sorriso vazio

Me arrasto de volta à vida
Meu sistema nervoso em frangalhos
Estou vestindo o avesso

Veja-o agora
Está mais pálido ainda
Mas está se recuperando
Está começando a tossir
Faz muito tempo que ele falou
Bem, ele pode tirar as palavras da minha boca

E com essas palavras posso ver
Claramente, através das nuvens
que me cobriam
Apenas dê um tempo,
e então diga meu nome
Agora podemos nos ouvir novamente

Estou me segurando
Para o dia
Quando todas as nuvens
Forem desfeitas
Estou com você agora
Posso falar seu nome
Agora podemos nos
ouvir novamente

TAKE IT BACK

Her love rains down on me
easy as the breeze
I listen to her breathing
It sounds like the waves on the sea
I was thinking all about her,
burning with rage and desire
We were spinning into darkness;
the earth was on fire
She could take it back,
she might take it back some day

So I spy on her, I lie to her
I make promises I cannot keep
Then I hear her laughter rising,
rising from the deep
And I make her prove her love for me,
I take all that I can take
And I push her to the limit
to see if she will break

She might take it back,
she could take it back some day

Now I have seen the warnings,
screaming from outsides
It’s easy to ignore them
and God knows I’ve tried
All of this temptation,
It turned my faith to lies
Until couldn’t see the danger
or hear the rising tide

She can take it back,
she will take it back some day
She can take it back,
she will take it back some day
She can take it back,
she will take it back some day

PEGUE DE VOLTA

Teu amor escorre em mim
suave como o vento
Escuto sua respiração,
parece as ondas do mar
Estava pensando nela,
queimando de raiva e desejo
Estávamos à caminho da escuridão;
a Terra estava queimando
Ela poderia ter pego de volta,
ela deve pegar de volta algum dia

Fico a espiando, e minto para ela
faço promessas que não posso cumprir
Aí escuto seu riso aumentando,
vindo lá do fundo
A faço provar seu amor por mim,
levo tudo que consigo
E empurro-a para o limite,
para ver se ela desmorona

Ela deve pegar de volta,
ela deveria pegar de volta algum dia

Agora tenho visto os avisos,
gritando por todos os lados
É fácil de ignorar
e Deus sabe que eu tentei
Toda esta tentação
tornou minha fé em mentiras
Até que eu não pude ver o perigo
ou ouvir a maré crescendo

Ela pode pegar de volta,
ela vai pegar de volta algum dia
Ela pode pegar de volta,
ela vai pegar de volta algum dia
Ela pode pegar de volta,
ela vai pegar de volta algum dia

COMING BACK TO LIFE

Where were you
when I was burned and broken
While the days slipped
by from my window watching
Where were you
when I was hurt and I was helpless
Because the things you say
and the things you do surround me
While you were hanging yourself
on someone else’s words
Dying to believe
in what you heard
I was staring straight into the shining sun

Lost in thought and lost in time
While the seeds of life
and the seeds of change were planted

Outside the rain fell dark and slow
While I pondered on this dangerous but irresistible pasttime
I took a heavenly ride through our silence
I knew the moment had arrived
For killing the past and coming back to life

I took a heavenly ride through our silence
I knew the waiting had begun
And headed straight . . .
into the shining Sun

VOLTANDO À VIDA

Onde você estava
quando eu estava cansado e caído
Enquanto os dias se passavam
pela minha janela
Onde você estava
quando eu estava machucado e sem ajuda
Por causa das coisas que você diz
e faz ao meu lado
Enquanto se apóia
no que os outro dizem
Morrendo de vontade
de acreditar no que ouviu
Eu estava fitando o sol ardente

Sem mais idéias e sem tempo
Enquanto as sementes da vida
e da mudança estavam sendo plantadas

Lá fora, a chuva cai escura e devagar
Enquanto eu ponderava este passado perigoso e irresistível
Vejo um passeio celeste pelo nosso silêncio
Sabia que o momento havia chegado
Para matar o passado e voltar à vida

Dei um passeio celeste pelo nosso silêncio
Sabia que a espera começara
Indo em frente. . .
em direção ao sol

KEEP TALKING

“For millions of years
mankind lived just like animals
Then something happened
which unleashed
the powers of our imagination
We learned to talk”
There’s a silence surrounding me
I can’t seem to think straight
I’ll sit in the corner
No one can bother me

I think I should speak now
Why won’t you talk to me
I can’t seem to speak now
You never talk to me
My words won’t come out right
What are you thinking
I feel like I’m drowning
What are you feeling
I’m feeling weak now
You never talk to me
But I can’t show my weakness
What are you thinking
I sometimes wonder
What are you feeling
Where do we go from here

“It doesn’t have to be like this
All we need to do is make sure we keep talking”

Why won’t you talk to me
I feel like I’m drowning
You never talk to me
You know
I can’t breathe now
What are you thinking
We’re going nowhere
What are you feeling
We’re going nowhere

Why won’t you talk to me
You never talk to me
What are you thinking
Where do we go from here

“It doesn’t have to be like this
All we need to do is make sure we keep talking”

CONTINUE FALANDO

“Durante milhões de anos,
a humanidade viveu como os animais.
Aí algo aconteceu
que libertou
o poder de nossa imaginação:
Aprendemos a falar”
Há um silêncio à minha volta
Não consigo pensar direito
Vou sentar no canto
Ninguém pode me aborrecer

Acho que devo falar agora
Por que não conversa comigo?
Parece que não devo falar agora
Você nunca fala comigo
Minhas palavras não saem direito
O que você está pensando?
Sinto que estou afogando
O que você está sentindo?
Me sinto fraco agora
Você nunca fala comigo
Mas não posso demonstrar fraqueza
O que você está pensando?
Às vezes me encanto
O que você está sentindo?
Para onde vamos daqui ?

“Não precisa ser assim.
Tudo que precisamos é ter certeza e continuar conversando”

Por que não conversa comigo?
Sinto que estou afogando
Você nunca fala comigo
Você sabe que
eu não estou conseguindo respirar
O que você está pensando?
Não vamos a lugar nenhum
O que você está sentindo?
Não vamos a lugar nenhum

Por que não conversa comigo?
Você nunca fala comigo
O que você está pensando?
Para onde vamos daqui ?

“Não precisa ser assim.
Tudo que precisamos é ter certeza e continuar conversando”

LOST FOR WORDS

I was spending my time in the doldrums
I was caught in a cauldron of hate
I felt persecuted and paralysed
I thought that everything else would just wait
While you are wasting your time on your enemies
Engulfed in a fever of spite
Beyond your tunnel vision reality
fades
Like shadows into the night

To martyr yourself to caution
Is not going to help at all
Because there’ll be no safety in numbers
When the Right One walks out of the door

Can you see your days blighted by darkness?
Is it true you beat your fists on the floor?
Stuck in a word of isolation
While the ivy grows over the door

So I open my door to my enemies
And I ask could we wipe the slate clean
But they tell me to please go fuck myself
You know you just can’t win

PERDIDO POR PALAVRAS

Passava meu tempo na calmaria
Fui pego num caldeirão de ódio
Me senti perseguido e paralisado
Pensei que tudo mais podia
esperar
Enquanto você gasta seu tempo com os inimigos
Envolvido numa febre de cuspe
Além de seu campo de visão a realidade some
Como as sombras na noite

Martirizar-se por precaução
Não ajudará em nada
Porque não se faz economia
Quando o que é Certo vai embora

Pode ver seus dias arruinados pela escuridão?
É verdade que você dá socos no chão?
Atolado em um mundo de isolamento
Enquanto a hera cresce em baixo da porta

Então abro a porta para meus inimigos
Pergunto se podemos limpar a lousa
E eles me mandam eu ir me foder
Você sabe que não pode vencer

HIGH HOPES

Beyond the horizon of the place
we lived when we were young
In a world of magnets and miracles
Our thoughts strayed
constantly and without boundary
The ringing of the division bell
had begun
Along the Long Road
and on down the Causeway
Do they still meet there by the Cut

There was a ragged band
that followed in our footsteps
Running before time
took our dreams away
Leaving the myriad small creatures
trying to tie us to the ground
To a life consumed
by slow decay

The grass was greener
The light was brighter
When friends surrounded
The nights of wonder

Looking beyond the embers
of bridges glowing behind us
To a glimpse of how green
it was on the other side
Steps taken forwards
but sleepwalking back again
Dragged by the force
of some sleeping tide

At a higher altitude with flag unfurled
We reached the dizzy heights
of that dreamed of world

Encumbered forever
by desire and ambition
There’s a hunger still unsatisfied
Our weary eyes still stray to the horizon
Though down this road we’ve been
so many times

The grass was greener
The light was brighter
The taste was sweeter
The nights of wonder
With friends surrounded
The dawn mist glowing
The water flowing
The endless river

Forever and ever

GRANDES ESPERANÇAS

Além do horizonte do lugar em que
vivemos quando éramos jovens
Em um mundo de magnetismo e milagres
Nossos pensamentos emanavam
constantemente e sem limites
O soar do sino da divisão
começou
Pela Estrada Grande
e descendo o Caminho da Causa
Eles ainda estão lá, após o Corte

Havia um bando de maltrapilhos
que nos seguiam
Correndo antes que o tempo
levasse nossos sonhos embora
Deixando uma miríade de pequenas criaturas
que tentavam nos atar ao solo
À uma vida consumida
por uma lenta decadência

A grama era mais verde
A luz era mais forte
Com os amigos por perto
As noites maravilhosas

Olhando além das pontes
com brasas resplandecendo atrás de nós
Por um relance de quão verde
era o outro lado
Andamos para a frente,
mas voltamos feito sonâmbulos
Dragados pela força
de uma maré interior

Em alta altitude com a bandeira desfraldada
Alcançamos as alturas inebriantes
daquele mundo de sonhos

Enclausurado para sempre
pelo desejo e ambição
Existe uma fome insatisfeita
Nossos olhos cansados ainda fitam o horizonte
Apesar de já termos passado por esta estrada
muitas vezes

A grama era mais verde
A luz era mais forte
O gosto era mais doce
As noites maravilhosas
Com os amigos por perto
O paraíso com neblina encantada
A água correndo
O rio sem fim

Para todo o sempre

→ Deixe um ComentárioCategorias: Sem categoria
Etiquetado:

The Division Bell, histórias e enigmas

17/07/2009 · Deixe um comentário

Histórias e Enigmas

O disco The Division Bell do Pink Floyd foi o album que me incorporou ao mundo psicodélico da música, antes disso já tinha ouvido muitas coisas, mas aquele som era diferente.

Foi uma fita K7 que encontrei jogada numa bagunça natural dentro do meu armário do quarto, lá estava sem nome, títulos, ou qualquer coisa que me fizesse saber que ali existia uma jóia musical, que transformaria toda a minha forma de pensar e agir nos próximos anos.

Que me faria ouvir todos os dias após o trabalho, as vezes sozinho, as vezes junto de um amigo que compartilhava das mesmas idéias e experiências musicais o Betão, Musac por sinal.

Lembro quando comecei a desvendar aquela fita, ouvia no meu carro enquanto passeava pela cidade de Itatiba (interior de São Paulo) e seus altos de morros onde ninguém nem poderia imaginar onde eu estava. As vezes eu mesmo me perdia no espaço tempo, enquanto tudo se transformava em notas musicais.

Division Bell é uma obra para viajar legal, no encarte que vem no cd original tem imagens que falam por si só, numeração em línguas diferentes e unindo tudo com o que se fala e sente na música vira um filme musical que você vai passando pela mente enquanto ouve calmamente o cd e aprecia seus detalhes.

O Division Bell foi o último disco de estúdio do Pink Floyd, gravado em 1994. O Division Bell ou O sino da divisão, tem como tema a comunicação ou a falta dela.

O Division Bell é um instrumento presente na sede dos parlamentos ingleses que é tocado quando ocorre uma divisão de opiniões entre os parlamentares. Ou seja, é usado quando está ocorrendo falta de comunicação entre os presentes e indica o momento em que deve haver uma votação.

Há um incrível enigma envolvendo este álbum, chamado “Enigma de Publius”. É o mais conhecido dos chamados enigmas do Pink Floyd. Seria um provável quebra-cabeças montado pela banda. Há quem diga que existe um possível prêmio para aquele que o descobrir. O enigma mobiliza milhares de pessoas em todo o mundo. Ele surgiu na época de lançamento do álbum The Division Bell com uma mensagem postada para um newsgroup dos fãs do Pink Floyd na internet. O nome do enigma é o codinome da pessoa que enviou as várias mensagens, e que nunca foi descoberta, pois teria usado um programa de mail anônimo.

A princípio a mensagem não repercutiu. Mas com o passar de pouco tempo foram surgindo alguns fatos que comprovariam haver realmente um “enigma” e que membros da banda, ou ao menos um componente da equipe que a auxilia, estariam por trás do enigma. Mais tarde Publius afirmou em outra mensagem que iria provar sua autenticidade no dia 18 de julho de 1995 através de um show do Pink Floyd transmitido pelo sistema pay-per-view.

Em certo instante do show num imenso painel de luzes colocado à frente do palco surgiram as palavras “Enigma Publius”. Era a comprovação de que existia alguma coisa maior quanto aos boatos e comentários sobre o Enigma de Publius, que deixou de ser apenas assunto de alguns internautas fãs da banda e ganhou maior repercussão, sendo publicado nas maiores revistas e jornais de música do mundo.

Descubra mais e mais e mais detalhes no site: http://folk.uio.no/ericsp/floyd.html

As duas estátuas da capa formam uma face única. E a construção que aparece entre elas é a catedral de Ely, em Cambridgeshire, na Inglaterra.

O observatório que aparece na primeira parte do encarte fica em Cerro Tololo, no
Chile. A praia mais adiante no encarte, chamada Durdle Door, situa-se na Inglaterra.

Os idiomas dos números no encarte são: 2) Binário (os 3 círculos: aberto, fechado e aberto), 3) Espanhol, 5) Inglês, 7) Hindu, 8 ) Italiano, 11) Alemão, 13) Japonês, 15) Swahili, 17) Chinês/Japonês, 19) Francês, 21) Hebreu, 22) Cirílico.

A conversa no fim da música “High Hopes” é entre Steve O’Rourke e Charlie, filho de Gilmour, e foi gravada porque O’Rourke sempre quis ter uma participação em alguma gravação do Pink Floyd.

A voz no monólogo de abertura de “Keep Talking” é do famoso físico Stephen Hawking.

O Division Bell  é um álbum que tem a cara e os arranjos de David Gilmour pois Roger Waters há muitos anos havia saído da banda devido a desentendimentos. O nome da banda, porém, ficou para Gilmour, Wright e Mason, os três lançaram, sem Waters, o belo “The Division Bell”, o verdadeiro primeiro disco do Pink Floyd sem Waters.

→ Deixe um ComentárioCategorias: The Division Bell
Etiquetado:

Começando…

17/07/2009 · Deixe um comentário

Começando…


Por que será que quando a gente senta pra escrever as palavras desaparecem, pois bem vou tentar mesmo assim.

Alguns anos atrás quando tinha mais tempo gostava de curtir classic rock, alguns podem se perguntar, tá ok mas e daí, isso todos nós que gostamos de rock também fazemos.

Porém o que poucos fazem é curitr as mensagens por trás dos sons, as interpretações, a psicodelia, a viagem, mais informações sobre aquela velha e boa música esquecida a muito tempo nos arquivos do computador.

Depois de muito pensar não sei exatamente por onde devo começar, pois tenho receio de estar deixando alguma coisa para trás.

Por isso não terá ordem apenas o momento.

Percebi que muitos amigos passaram a gostar das músicas do Pink Floyd, Radiohead, entre muitos outros depois que comecei a explicar as obras, letras, minhas idéias sobre aquela música x, as idéias que o autor incorporou nas músicas, a intensidade, as interpretações de cada música como a parte da vida, do cotidiano, e como num filme tudo vai acontecendo dia após dia, noite após noite. A grande culpada da maioria das pessoas não se interessar por esse tipo de som é a língua, o inglês é pouco acessível para a grande maioria, e informações adicionais sobre a banda, os autores, as histórias é mais difícil ainda.

The Show must GO on (Pink Floyd – The Wall)

No intervalo de tempo entre eu e minha mente, podemos nos unir e formar uma pessoa só, com desejos únicos, com ideais únicos, não se importante com o que eu quero e minha mente precisa, apenas um ser em um corpo. (Musac)

→ Deixe um ComentárioCategorias: Diário de um pensador...
Etiquetado:

The Division Bell, análise das músicas

08/07/2009 · 1 Comentário

Análise das Músicas


O álbum começa com “Cluster One”, uma música instrumental que dá enfase ao piano de Wright e um pouco de experimentação, nada demais entretanto. Ela é apenas um aperitivo ao que está por vir.

O disco realmente começa com “What Do You Want From Me?” em que Gilmour, Wright e a esposa de Gilmour, Polly Samson se comunicam com o fã, aquele ouvindo o disco, vendo os shows da banda e fazem a simples pergunta, o que você quer de mim? Conforme a música passa, vemos que todos temos a liberdade de escolher o que fazer, perder-se ou achar um caminho na vida, começa aqui uma jornada pelo âmago do ser humano.

“Poles Apart” é meio que uma tentativa de falar novamente com os antigos membros da banda que ficaram pelo caminho. Primeiro Syd Barret, o gênio que perdeu a luta para as drogas e sumiu do mundo e o segundo, Roger Waters, o gênio que abandonou a banda após uma longa briga de poderes com Gilmour. Aqui queremos voltar a nos comunicar com o passado, é quase um pedido de reconciliação, que tem uma enorme importância para a banda e os fãs, que sempre amaram Pink Floyd como um todo e não suas peças em separado.

“Marooned” é uma bela música instrumental em que a guitarra de Gilmour fala mais alto que qualquer coisa. Dói o coração ouvir aqueles acordes entristecidos, remetendo a pessoa presa, isolada em sua ilha deserta, cercada pelo mar das incertezas que a vida nos traz. Gilmour, um dos melhores guitarristas de todos os tempos, não podia perder essa chance de colocar um longo e bonito solo de guitarra no disco. Muitos anos depois, ele lançaria um disco solo intitulado “On an island” mostrando que ele ainda se sente preso naquela sua ilhota.

“A Great Day For Freedom” é uma bela homenagem àqueles homens e mulheres que foram separados pelo Muro de Berlim e viveram como “vizinhos”. Em verdade, por mais que se queira, a letra é literal demais para querer se falar que ela foi feita sobre Roger Waters e seu “The Wall”. A luta pela liberdade, nem que fosse a de expressar-se sempre foi a mais árdua das lutas travadas contra os governos opressores. A Queda do Muro foi um dos maiores marcos históricos para demonstrar que a vontade do povo sempre tende a passar por sobre os governos, mesmo que os anos passassem lentamente.

“Wearing The Inside Out” é uma música difícil de se explicar em razão de sua letra ser dúbia, enquanto Wright canta uma coisa, as cantoras do back vocal cantam outra, que acabam se misturando em uma só. Em se tratando da temática do disco, essa analogia fica clara. Os cantores não se entendem totalmente, cada um mantendo seu discurso, que apenas em alguns instantes se une em uníssono. A temática é clara, só não vem quem não quer.

“Take it Back” é uma mensagem clara à humanidade. Ou nós cuidamos de nosso planeta, ou ele irá tomar tudo de volta para si. A comunicação aqui ganha outro teor, nesse caso, a empatia entre homens e natureza, coisa que anda faltando ultimamente.

“Coming Back to Life” é David Gilmour aproveitando o momento para homenagear sua esposa e lavar um pouco de roupa suja a respeito do passado dos dois, que deve ficar para trás em razão de tentar-se trazer à vida seu relacionamento. Em verdade, é uma música romântica mostrando que o passado dos dois ficou para trás e que o que importa é o que virá daqui para frente.

Os barulhinhos da era Waters voltam em “Keep Talking” com direito até a discurso do físico Stephen Hawking. A temática da comunicação também. E aqui vemos que Waters não fez tanta falta a Gilmour e cia quando se trata de fazer experimentações musicais.

“Lost for Words” é a mais silenciosa das músicas deste disco, e a que talvez fale mais abrangentemente, desde as relações entre os países até as relações inter pessoais, falando da raiva que cada um tem em si e dos fracassos pelos quais passamos na vida.

“High Hopes” foi a primeira música a ser feita para o disco e a última a ser gravada. Com certeza é uma das melhores músicas da banda em toda sua carreira. Desde o piano marcante de Wright ao solo de guitarra final de Gilmour, essa música é puro Pink Floyd, sendo elogiada até mesmo por Waters. A letra remete a infância de cada um de nós e o constante badalar do sino durante a música nos lembra constantemente que todos estamos ansiosos por falar, mas que temos de saber a hora certa de fazê-lo. A nostalgia que essa música traz em si é impossível de se deixar notar e em razão disso, sempre foi colocada entre as melhores músicas da banda.

→ 1 ComentárioCategorias: The Division Bell
Etiquetado: